UMA CASA SAGAPONICA-POR THOMAS PHIFER AND PARTNERS
Uma vez ouvi uma amiga arquiteta dizendo que a arquitetura, para acontecer, tem que ser construída, sair do papel.
Bom...acredito que arquitetura é, antes de tudo, idéia. A partir do momento que a idéia se define em traços, cotas, vistas e perspectivas, ela já foi construída. O resto é materialização.
Na Architectural Record projects, tem um capítulo que é exclusivo para projetos não-construídos, mas que, por seu conceito inovador, são objetos de estudo.
Dando uma olhada por lá, descobri essa casa, do arquiteto Thomas Phifer, que rompe, principalmente, com um conceito básico de sobrevivência: a privacidade.
Para ele, trata-se apenas de um lugar onde a contemplação é levada ao extremo, sendo possível, inclusive, acompanhar todas as mudanças do movimento do sol durante o ano. Estruturalmente, a casa é formada por lâminas de vidro ( deve ser o mesmo usado nos aquários por aí...) e o único espaço `protegido`, vai de encontro ao radicalismo anti-privacidade do projeto: o quarto subterrâneo, sem janelas.
Não imagino muita gente querendo morar num lugar assim, mas a importância de se estudar e desenvolver um projeto assim não é uma atitude isolada. Há muito tempo a questão do uso da transparência como elemento estrutural já vem sendo discutida. Em recente publicação da revista Metropolis, entitulada “What if you could see through walls?”, o arquiteto e estudioso Bill Price mostra que já é possível se criar o concreto translúcido ou a chamada X-Ray architecture – arquitetura do raio x. Segundo o arquiteto, sua intenção não é resolver um problema estrutural específico, mas sim desenvolver um novo material e ver o que as pessoas farão com ele.
Acho que o uso desse tipo de tecnologia irá sim, num primeiro momento, resolver alguns problemas estruturais e, ao mesmo tempo, permitir o mais básico dos seus usos, que é a própria transparência como elemento de iluminação natural. Uma coisa tipo “tijolo de vidro de última geração”. Fico imaginando se o Palácio da Abolição fosse alvo desse tipo de tecnologia. Maravilha, não??? Uma protensão transparente.
O futuro, amigos, a Deus pertence.

Uma vez ouvi uma amiga arquiteta dizendo que a arquitetura, para acontecer, tem que ser construída, sair do papel.
Bom...acredito que arquitetura é, antes de tudo, idéia. A partir do momento que a idéia se define em traços, cotas, vistas e perspectivas, ela já foi construída. O resto é materialização.
Na Architectural Record projects, tem um capítulo que é exclusivo para projetos não-construídos, mas que, por seu conceito inovador, são objetos de estudo.
Dando uma olhada por lá, descobri essa casa, do arquiteto Thomas Phifer, que rompe, principalmente, com um conceito básico de sobrevivência: a privacidade.
Para ele, trata-se apenas de um lugar onde a contemplação é levada ao extremo, sendo possível, inclusive, acompanhar todas as mudanças do movimento do sol durante o ano. Estruturalmente, a casa é formada por lâminas de vidro ( deve ser o mesmo usado nos aquários por aí...) e o único espaço `protegido`, vai de encontro ao radicalismo anti-privacidade do projeto: o quarto subterrâneo, sem janelas.
Não imagino muita gente querendo morar num lugar assim, mas a importância de se estudar e desenvolver um projeto assim não é uma atitude isolada. Há muito tempo a questão do uso da transparência como elemento estrutural já vem sendo discutida. Em recente publicação da revista Metropolis, entitulada “What if you could see through walls?”, o arquiteto e estudioso Bill Price mostra que já é possível se criar o concreto translúcido ou a chamada X-Ray architecture – arquitetura do raio x. Segundo o arquiteto, sua intenção não é resolver um problema estrutural específico, mas sim desenvolver um novo material e ver o que as pessoas farão com ele.
Acho que o uso desse tipo de tecnologia irá sim, num primeiro momento, resolver alguns problemas estruturais e, ao mesmo tempo, permitir o mais básico dos seus usos, que é a própria transparência como elemento de iluminação natural. Uma coisa tipo “tijolo de vidro de última geração”. Fico imaginando se o Palácio da Abolição fosse alvo desse tipo de tecnologia. Maravilha, não??? Uma protensão transparente.
O futuro, amigos, a Deus pertence.

